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RESSENTIMENTO

Certa mulher provocou uma atitude de ressentimento no marido. Quando casaram, ela lhe fez várias sugestões sobre assuntos triviais. Procurou mudar seus hábitos alimentares, o encorajou a tomar banhos com mais frequência e bem tomados, e recomendou mais cuidado com a aparência. Ela aprendera a importância uma alimentação planejada, mas seu marido vinha de uma família que julgava isso desnecessário. Ele ficava aborrecido por ver-se privado de certos alimentos aos quais se habituara.
A intromissão em sua liberdade levou-o a comer alimentos especialmente prejudiciais quando estava longe de casa e ele também começou a beber. As sugestões dela eram em favor da saúde e o comportamento dele foi justamente contra. De certo modo, a atitude dele se resumia nisto: “Se não puder ter a liberdade, prefiro a morte”. Ela não conseguiu mudá-lo e ele continuou com seus hábitos hostis.
Segundo Nietzsche, a pessoa ressentida busca o alívio de sua dor, de seu desconforto. Há momentos em que a mágoa, a raiva, a ira e o ódio lhe tomam a consciência. O ressentido segue um caminho que o afasta da saúde e ele se fecha cada vez mais, cria seus mundos, e, eventualmente, torna-se inacessível.

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